LeV – Literatura em Viagem começa hoje

O LeV, festival literário em Matosinhos, começa hoje, com conferência inaugural de José Sócrates.

Vários escritores, livros e literatura num fim-de-semana com um programa em cheio!

 

LEV_2014_1_570_9999_1_570_9999

 

PROGRAMA:
Sexta-feira, 9 de maio
21h30 – Salão Nobre dos Paços do Concelho
Conferência inaugural, por José Sócrates

Sábado, 10 de maio
Biblioteca Municipal Florbela Espanca
MESAS
O mapa do corpo | 15.00
O computador introduziu uma importante mudança da relação do corpo com a escrita. Que outras mudanças estão a ocorrer nesses dois planos? Será a literatura imune ao corpo que a produz? Idade, género, compleição, saúde serão partes de um contexto sempre presente na literatura? Pode a mente ter sempre um primado sobre o corpo quando falamos de literatura? Estamos ainda pouco despertos para a escrita dos corpos?
Convidados: Miguel Miranda e Rui Lopes Graça | Moderação: Ana Sousa Dias

O mapa do quotidiano | 15.45
Num país acusado de ter uma literatura demasiado alegórica e onírica, que papel resta ao quotidiano? Terá um sonho menor grau de realidade do que um fenómeno físico? Será mais forte um retrato do real do que uma distopia literária? O filósofo alemão Markus Gabriel afirma que, «se Jesus nunca tivesse existido e não passasse de uma invenção, não seria mais do que uma ideia. Uma ideia muito mais incrível que uma galáxia longínqua».
Convidados: António-Pedro Vasconcelos e Valério Romão | Moderação: Carlos Daniel

O mapa da identidade | 16.30
Uma conversa sobre o autor e as suas personas. De que forma a perceção das pessoas interfere na produção literária?
Convidados: Nuno Costa Santos e Luís Miguel Rocha | Moderação: Pedro Vieira

O mapa das ideias | 17.15
Está o mundo ocidental deserto de ideias ou preso a um pensamento velho? Qual o papel da ciência, da filosofia, da literatura na renovação da cultura ocidental? Como pode comunicar a física com a literatura ou as neurociências com a filosofia? Da Vinci e Júlio Verne anteciparam conquistas da ciência: continua a literatura atenta aos atuais desafios da ciência e é notória essa influência?
Convidados: Carlos Fiolhais e Nuno Camarneiro | Moderação: Luís Caetano

O mapa da literatura | 18.00
O lugar-comum da literatura enquanto espelho de uma cor local, de uma cultura indígena, há muito que deixou de fazer sentido. Mas pode ou não o contexto influenciar a voz literária? Que relação tem a escrita com o espaço, seja ele o escritório, uma cidade ou um continente? É possível afirmar que um escritor está imune à força do território? Há filiações geográficas na literatura, ou são os escritores perfeitos átomos livres?
Convidados: Bruno Vieira Amaral, Pedro Mexia e Pilar del Rio | Moderação: Carlos Nogueira

Sessão de Homenagem
21h30 «Nasci escritor», uma homenagem a J. Rentes de Carvalho
Dividido entre Estevais e Amesterdão; descoberto tardiamente em Portugal; J. Rentes de Carvalho retrata o nosso país com a intensidade de quem o conhece como ninguém e com a acutilância de quem o observa à distância. Francisco José Viegas, Carlos Nogueira e Bruno Vieira Amaral ajudam a descobrir as fragas de que é feita a vida e a obra de J. Rentes de Carvalho.
Participantes: Bruno Vieira Amaral, Carlos Nogueira e Francisco José Viegas. Moderação de Tito Couto

Domingo, 11 de maio
Biblioteca Municipal Florbela Espanca

O mapa da história | 15.00
Nunca se publicaram tantos livros centrados na história portuguesa ou universal. Estamos a fazer uma reconciliação com a história? Estamos a aprender com os erros do passado? Portugal está demasiado preocupado em viver a vida olhando exclusivamente para o futuro?
Convidados: Mateus Brandão e Rui Ramos | Moderação: Francisco José Viegas

O mapa da linguagem | 15.45
Um povo pouco instruído é mais facilmente dominado pelo discurso do poder? Estará a linguagem em processo de desertificação, e a literatura é um mero oásis? A política está a desenhar uma novilíngua? Que desafios se apresentam hoje a quem comunica e reflete sobre a linguagem?
Convidados: Álvaro Laborinho Lúcio | Moderação: Maria João Costa

O mapa da viagem | 16.30
Como se prepara a viagem real e a imaginada? De que forma a reportagem de viagem se deixa contaminar pela ficção? Qual o papel da linguagem na construção da viagem descrita?
Convidados: Francisco Camacho e Paulo Moura | Moderação: Pedro Vieira

Sessão de Encerramento
17h15 «Duas escritas, a mesma língua»
Como se constrói uma cumplicidade entre autor e compositor? Será a música o último grande reduto da poesia? Participantes: Mafalda Veiga, Maria do Rosário Pedreira, Miguel Araújo Jorge e Verônica Ferriani | Moderação: Tito Couto

LEVzinho

§ 3 sessões em escolas
§ Dia 9 de maio
§ 3 escritores: Adélia Carvalho, José Pires e Manuela Costa Ribeiro

Lançamento de livros
Sexta-feira, 9 de maio
10h30- As Aventuras do Anjo Nicolau — Aprender a Escolher, de Tânia Peneda (Editorial Novembro)
Espaço infantil da Biblioteca Municipal Florbela Espanca
Apresentação: Rui Meireles
Sinopse: E se no céu existisse mais alguma coisa para além de nuvens? E se no meio das nuvens existisse uma aldeia? Uma aldeia habitada por anjos?
O anjo Nicolau conta as histórias de um anjo aprendiz que sonha trabalhar na terra. Todos os anjos que moram naquela aldeia, ou quase todos, trabalham na terra e ajudam os humanos a serem melhores. Nicolau é nomeado aprendiz pelo seu Mestre, o Mestre Rafael. Desce finalmente à terra e parte na sua primeira missão junto dos humanos. Conhece Mónica, uma árvore mágica que ajuda os anjos nas suas tarefas.

Nicolau vai viver uma aventura inesquecível na terra, vai experienciar novas sensações e novos sentimentos. Vai finalmente conhecer humanos e em especial um menino que lhe mudará a vida para sempre. Uma única regra terá de cumprir, não poderá em nenhuma circunstância mudar o destino dos humanos. Será Nicolau capaz de ajudar um humano sem o fazer?

O anjo Nicolau é uma história maravilhosa sobre amor e sacrifício, ajudará sem dúvida todas as crianças a compreenderem melhor o mundo dos adultos.
Sábado, 10 de maio
12h00- A Janela de Saramago, de João Francisco Vilhena e José Saramago (Porto Editora)
Apresentação: Pilar del Rio

Sinopse:
Livro concebido pelo fotógrafo João Francisco Vilhena, com textos dos Cadernos de Lanzarote, de José Saramago, a partir do seu encontro com o escritor na ilha onde José Saramago fincará as raízes que darão lugar à segunda parte da sua vida literária, numa profunda ligação com a natureza – qual regresso às origens, narradas n’As Pequenas Memórias – e face à aproximação da velhice e da morte. Um livro belíssimo sobre o sentido da vida e da escrita, uma homenagem a Saramago no momento em que se comemoram os quinze anos da atribuição do Prémio Nobel.

Exposições
Lanzarote, a Janela de Saramago
«Lanzarote, a janela de Saramago» é uma exposição de fotografias a preto e branco e sépia, montadas em sequência como fotogramas de um filme acompanhado por frases de José Saramago. O diário/caderno de notas do prémio Nobel é habitado por imagens do fotógrafo João Francisco Vilhena. Esta exposição terá por base o livro homónimo editado pela Porto Editora.
«Através da escrita de José Saramago, em e sobre Lanzarote, descubro a sua paixão pela ilha e o reencontro com os lugares mágicos de outros tempos. A tranquilidade das palavras escritas sobre a influência da paisagem, a luz rasgando as nuvens, o mar perdido no seu silêncio e as cores do mundo refletidas nos seus olhos encostados aos meus. Uma janela aberta numa casa protegida por vulcões antigos.» João Francisco Vilhena

Polaroides&Poemas, as Imagens das Palavras
«Polaroides&Poemas, as Imagens das Palavras» é uma exposição da autoria de João Francisco Vilhena. 14 imagens a preto e branco de escritores portugueses que fazem parte da nossa vida e enriquecem o nosso mundo com as suas palavras únicas. António Lobo Antunes, José Cardoso Pires, Eugénio de Andrade, Agustina Bessa-Luís, Vasco Graça Moura, entre outros, vão estar no LEV a olhar por nós através da objetiva do fotógrafo.
«Há um tempo para tudo, diz-se. Mas o tempo foge. O papel de quem regista o momento certo é defini-lo com autenticidade. Olha-se para um retrato e percebe-se quem está ali à nossa frente. Proceder à proeza não é coisa fácil. Saber encontrar o ângulo certo, o olhar, a característica mais definidora, é tarefa de quem sabe olhar pelos seus olhos compreendendo o olhar do outro. Celebra-se um registo fotográfico quando essa autenticidade é encontrada. Os retratos que João Francisco Vilhena fez a conhecidos autores portugueses são em simultâneo provas de uma exigência e de uma perceção superior do registo fotográfico. Retratos de excelência. Fotografias de grande rigor estético e técnico. E rigorosa demonstração de um grande conhecimento dos retratados. Que mais se pode dizer para apresentar uma grande exposição de fotografia?» José Teófilo Duarte.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s