Bairro dos Livros ou As leituras ilimitadas

«deram-nos um nome, o nome por que nos chamam, mas não é um
consistente – é um verbo. O nosso verbo, por exemplo, é escrever»
(Maria Gabriela Llansol, Inquérito às quatro confidências: Diário III)

duasSimone de Beauvoir em 1944 e Marguerite Duras em 1952.
As duas fotos foram feitas em Paris por Robert Doisneau.

O Bairro dos Livros nasceu há quase dois anos pelas mãos de três mulheres, que vêm sendo conhecidas como «as meninas do Bairro». Ironicamente, passando pelos títulos do último ano de trabalho, muito de 2013 foi dedicado ao sexo masculino: edições consecutivas como «Ler é um bigode» (maio, 2013) e «Ler é Fernando Pessoa» (junho, 2013) e as mais recentes «Ler é D. Quixote» (outubro, 2013) e «Ler é uma lenda» (novembro, 2013) fizeram-nos regressar ao passado, dando, por isso, mais atenção aos homens, aos autores, aos atores, às personagens masculinas, «que em geral foram, durante muito tempo, os pilares da sociedade, representando o poder e as coisas respeitáveis».

«Ler é um botequim» (setembro, 2013) serve aqui como exceção à regra e como ponto de viragem. Não por acaso foi a noite em que, nas presenças física de Ana Luísa Amaral e espiritual de Natália Correia (pela atriz Filomena Gigante), rebentaram as águas a uma das fundadoras do projeto, nascendo, no dia seguinte, a Gabriela.

Como o Bairro dos Livros celebra o seu segundo aniversário em abril, queremos aproveitar estes dois próximos meses para, em jeito de festa, e sempre promovendo a leitura na cidade do Porto, homenagear as mulheres das nossas vidas, as autoras, as atrizes, as personagens femininas – o contra-poder.

Começamos já a 8 de março, Dia Internacional da Mulher, em «Ler é o segundo sexo». Simone de Beauvoir escreveu em 1949 Le deuxième sexe, uma das obras mais importantes para o movimento feminista. Na vigésima edição do Bairro, independentemente da identidade de género de cada um, queremos que o nosso segundo sexo seja ler.

No mês seguinte, do nosso aniversário, homenageamos também o nascimento de Marguerite Duras (4 de abril de 1914 – 3 de março de 1996), num evento muito especial que culmina, no sábado dia 12 de abril, em «Ler é fazer pontes – o Bairro atravessa o rio», inserido nas celebrações do centenário da autora francesa, pelo Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, que se associou a diferentes promotores culturais do Porto para um mês de festejos com cinema, teatro, leituras, conferências, aulas abertas, exposições e muito mais, um pouco por toda a cidade.

Acompanhe as novidades em https://www.facebook.com/bairrodoslivros.

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